segunda-feira, 15 de julho de 2019

Conto - Isabel

Escrito em 2011
Primeira publicação:
2013
Republicado:
2015 no livro "A Noite Mais calma"

Autor: Ricardo Contreras




 O vento soprava lentamente nas janelas madeiradas, à lua estava no ponto perfeito, tão linda e maravilhosa, como nosso primeiro encontro,  você lembra Isabel?
 Passos leves enquanto vou descendo as escadas, passando perto de retratos, fotos 
antigas e felizes.
"Isabel”.
 Indo ate a cozinha, pegando algo para comer, a casa está silenciosa demais.
 Só tenho um pensamento simples.
"Isabel”.
 Desço ate o porão ver minha doce e linda e Isabel, tento toca-la, mas ela me evita.
-Por que me evitas Isabel? —Questiono-a,—Não me ama mais? Por que choras Isabel, não se sente feliz?
 Tento sorrir para ela!
 "Eu sempre te amarei mesmo depois do que me fez querida, você lembra?".

 Quando a conheci havia me encantado por ela!
 Os gestos amigáveis, uma boa conversa, altos desabafos e muitas compatibilidades, era doce e meiga, bem, diferente de qualquer mulher que havia conhecido em minha vida e eu só tinha apenas vinte anos de idade na época,
 Isabel sempre determinada e direta ao assunto.
 Ela namorava meu amigo naquela época , e eu o considerava e admirava muito, apesar da maneira estúpida que Isabel era tratada em relação a ele, fico pensando nele as vezes, porém, é algo que não me acrescenta em mais nada na vida, não enquanto viver, mas sempre desabafo sobre isso, sobre Isabel, e todos que passaram em minha vida em relação a ela!
 Eram um casal fofo, combinavam em vários aspectos, ate mesmo no modo arrogante de ser, que pouco sabia sobre este comportamento de ambos, em várias ocasiões fiquei na moita, apenas observando e analisando os fatos, ele sempre tinha algo para reclamar dela e ela idem, parecia um casal tão perfeito, mas no final era apenas um casal comum, pronto para encerrar o namoro a qualquer momento, enquanto a mim!
 Solteiro na época e apenas observava!
 Em várias ocasiões de brigas, sempre fui o braço acolhedor para ambos, as lágrimas tocavam meu peito, desciam por todo meu corpo, e minha alma sentia a tristeza, a doce tristeza de cada um deles.

 Um dia de Abril, não me recordo muito bem, Murilo, o namorado de Isabel, um grande amigo, era músico, gostava de tocar baixo, tinha cabelos compridos que tocavam seus ombros.
 Gostava de ouvir coisas pesadas, e queria montar uma banda, e estudar física, ou algo próximo do gênero, detestava humanas!

-Precisamos conversar! -Dizia Murilo um tanto preocupado.
 Não sabia do que acontecia com a vida amorosa dele e de Isabel, e nem me intrometia, apenas observava, nem de longe bateria interesse sobre aquela mulher.
-Pode falar! -Respondo, mas fico na defensiva.
-Eu e Isabel terminamos! –Dizia em tom triste. –Na verdade, ela terminou comigo, e descobri coisas que jamais poderei me perdoar.
-Tipo?
 A resposta era muda, esquivava de minhas perguntas, além do silêncio que se tornará sepulcral entre o tópico único.
"Isabel”.
 Após dois meses, Isabel começou a manter contato comigo, me persuadia, ligava durante meu local de trabalho, demonstrando interesse, e de começo foi o medo que tomou conta de mim, daqueles que faz você ficar inquieto em ambiente fechado, ou quando sobe dentro de um avião em plena época em que as notícias afirmam que começam a cair, lembro de ver sobre isso em um ano qualquer em São Paulo, os aviões caiam, foi uma época triste, e não gostava de altura, hoje consigo encarar um pouco melhor, mas ate então, me dá arrepios apenas de pensar!
 Isabel chegou em mim e começou a desabafar sobre estar gostando de alguém, na época me silenciei, observo, sinto um frio na espinha que me incomodava, questionava seu comportamento, notava que estava diferente, e Murilo me alertava, dizia que sentia falta dela, mas estava bem, ficava com outras mulheres, lentamente esquecia!
 Em um dia comum de Junho ela revelou seus sentimentos para mim, dizia que estava caidinha por tudo que me completava, e eu, solteiro e carente na época, acabei aceitando a seus caprichos.

 Uma bela história de amor poderia começar, mas começaria de maneira trágica, conversei com Murilo, falei sobre os sentimentos revelados de Isabel por mim, sua resposta foi única.
"Tudo bem!”.
 Não entendi no início, mas acreditei que a amizade continuaria!
 Um dia Isabel veio ate mim, me visitou, como em um encontro predestinado, nos beijamos, e aquele doce beijo de inverno, só poderia sentir em meus lábios, tão doce, e gostoso, no meio do beijo, aquele aperto, o abraço e meu coração pulsando como se fosse um vulcão agitado, era maravilhosa a sensação, como se o mundo fosse único para mim e Isabel aquele momento, mas ainda restava um assunto.
 Murilo!
 Ele ainda sentia algo por Isabel, mas ele estava namorando, já havia experimentado o sexo com a nova namorada, e parecia muito bem, e bem ate demais, mas tive de conversar com meu amigo.

 E quando finalmente desabafei, os insultos, as ofensas, o modo rude que me tratava, parecia fugir da realidade.
"Não acredito que roubou minha namorada”.
 Nem estavam mais juntos, como poderia roubar algo dele?
 Sendo que nem pertencia a ele, não
 era um objeto de manuseio, fiquei aperreado, olhando para o teto branco de minha casa, triste com as palavras que saiam daquela boca, que pareciam facas que perfuravam a carne crua, e só sentia uma única coisa, tristeza, e por uma pessoa!
 Mas Isabel me encantava cada vez mais, sentia que era um cara de sorte,do que acreditava que mesmo que tenha custado algumas amizades, foi de esforço bruto, foi uma recompensa maravilhosa, senti que merecia aquilo, e realmente ela era a mulher ideal para mim, eu sabia, eu sentia isso.
 Mas nem tudo eram flores na vida de Isabel, pois havia um passado sobre ela que eu jamais poderia saber, um passado que escondia ate mesmo de seu ex-namorado!

"Por que ele Isabel?". 
Questionava!
"Por que justo ele?".
 Dou lhe um tapa em seu rosto, estava amarrada, uma fita na boca e alguns cortes espalhados por seus braços e pernas, ela sentia medo, sua espinha parecia estar sobre um efeito de terremoto, chorava muito e pedia por apelo, e eu apenas me recordava.
 Isabel conhecia um cara, horrendo e nojento, morava próximo de sua cidade natal, seu nome era Alisson.
 Parecia aquele cantor de rock, Marilyn Manson, ridiculamente bizarro e escroto, mas foi o cara mais marcante na vida dela, mais do que Murilo,
Alisson era diferente!
 Tinha uma maneira de chegar nas meninas despreparadas, as conquistava lentamente por conversas na internet, e depois dava o primeiro bote, com o tempo, ela dizia que se arrependia, mas ficava com ele, gostava daquele cafajeste, tanto que por várias vezes, ate o fez desistir de rolos que arranjava só para estar junto com aquele babaca, e no meio desses vai e vem, o sexo rolou!
 Sim!
 Ele ate tirou sua virgindade, mas sempre omitiu isso para muitas pessoas, ate mesmo para seu 
primeiro namorado, que por sinal, foi Murilo, que acreditava que haviam perdido a virgindade juntos, por isso sofreu!
 Por isso a grande maioria dos relacionamentos acaba, por falta de amor, por falta de carinho, tudo que se passa na cabeça deles, é apenas sexo!
 Um certo dia, Isabel precisava viajar, eu a deixei só, aos cuidados de sua família e poder visitar alguns amigos que tinha, mas me controlava sobre as amizades, porém, apenas deixava, porque a queria para mim, embora mantínhamos contatos, contava sobre seu dia a dia, como havia se divertido, estava bem e como sentia saudades de mim.
 Confiava às cegas, isso que importava, apesar dela nunca desmentir seu ciúmes sobre tudo e a todos que eu mantinha contato, parecia confiar em mim.
 Então, descubro algo! 
 Ele estava lá!
 Alisson estava lá!
 Com seu ar nojento cheirando a cigarro barato, e estava atrás de Isabel, a queria para ele, e a desejava sobre qualquer preço imaginável.


 "Você se lembra disso não é Isabel?".
 A questiono enquanto circulo sobre ela, e volto a me sentar de frente, fitando a com os olhos selvagens e o sorriso tênue.
 Longe de mim, precisava alimentar sua voracidade de amor, então, durante 
duas semanas de contato com aquele verme, sentia que estava diferente comigo, estava agindo de formas suspeitas, de muitas conversinhas e quando falava o nome dele, sentia seu suspiro pelo telefone, afinal isso me deixava triste, pois tinha medo de perde-la, apesar do ciúme exagerado dela, ainda gostava de Isabel, e não tinha mais ninguém para dizer que amava, apenas ela, e se tornava única para mim, era minha droga, que injetava diretamente em coração, pronto para destruir o que restou daquele pobre homem, dos que tinha sonhos, tudo por uma pessoa!
"Isabel”.
 Ate que um dia, ela voltou de viagem, era final de Julho praticamente, ficamos um mês sem nos vermos, e a saudades batia cada vez mais forte.
 Mas estava diferente, furiosa, e me tratava de modo estranho, não compreendia, apenas aceitava, engolia como se fosse algo comum, mesmo que minha mente por repetidas vezes tentava me alertar que não era, e durante seis meses fui tratado assim, e em todo esse tempo, escondeu um segredo de mim, que quando foi finalmente revelado, feriu muito, magoou profundamente, e demorou para cicatrizar durante tempos!

 Ela havia feito uma visita para Alisson, me dizendo sempre que estava bem, e ele estava com alguém, mas um cachorro como aquele cara que nunca ficava com ninguém, sempre procurava outra sarna para se coçar, e com Isabel, não foi diferente. 
 Sim!
 Me traiu!
 E justamente com aquele que feriu seu coração e tirou sua virgindade, enquanto 
lembrava sobre o ocorrido, afiei minhas navalhas.
 E hoje, seria o grande dia, onde teríamos comemorado alguns meses, anos de namoro, e por conta de uma traição o namoro se desmanchou, mas outro segredo me foi guardado, ela mantinha contato com Murilo, que durante seis meses chegava a meus ouvidos que ele falava mal dela, chamando-a de cadela e entre outros tantos nomes que nem ouso falar, embora consiga me doer mais a sanidade, que um dia defendi esta pessoa, tanto ele, quanto ela, e em um dia de natal, ambos passaram juntos fizeram sexo!
 Aproveitaram o dia, enquanto passei em uma cama, deitado, triste, acidentado com minha coluna, sem poder andar.
 Sem poder me movimentar!
 O choque que Isabel havia me causado travou minha coluna, pegou minhas duas pernas e assim, isso paralisou tudo, e durante meses fiquei deitado, chorando, e por causa de uma única pessoa, que defendi do mundo, ate me afastei de tudo por causa dela, que fiquei nas sombras só para dizer que a amava, e muito! 

 A raiva com relação a Isabel estava me consumindo, enquanto ficava deitado, sem poder me mexer, recuperando das dores causadas em meu físico, deixando minha alma cicatrizar, passava apenas uma coisa em minha cabeça.
"Vingança”.
 Então...
 Esperei!

 E por muito tempo aguardei, para pôr em prática lentamente minha vingança, fui planejando lentamente cada processo, não queria deixar Isabel sair ilesa.
Comecei a contar os dias, os meses, e os anos, e finalmente o tempo certo, ficar dez anos pensando na mesma pessoa, sonhando com ela, desejando poder fazer tudo o que você quer fazer, sofrer de uma forma horrível, e mais histórias de Isabel apareceram durante o tempo, um número de traições maiores, amores e falsas mentiras, ela havia durante um tempo seguido a linhagem da bruxaria, dava para acreditar? 
 Uma bruxa agora, mas durou pouco tempo, seguiu caminhos que nem mesmo Deus ousava a caminhar do lado, ela foi crescendo, se tornando independente, mas nunca conseguia ficar ao lado de alguém. 
 Lembrei de Tiago, um homem que ela amou em sua adolescência, era um cara bacana, não tinha dinheiro nem para ele mesmo, imagina para bancar algo mais, fui buscar seus dados na antiga cidade onde morava, mas durante um tempo, resolvi caçar Isabel, apesar dos pesares, sempre a amei, mas anotei o nome de cada homem que ela se envolveu, Tiago, Alisson e Murilo, fiquei durante dez anos em busca de verdades, de uma busca de como aliviar minha dor, de como poder me superar devido a isso, Isabel havia me ferido, ela havia se transformado em uma droga, que injetava diretamente em meu cérebro, que me fazia perder o sentido, abster da razão, tornava um ser fraco, submisso a ela, a suas vontades, queria Isabel, apenas para mim, mas como poderia ter algo que nunca me pertenceu?
 Como eu poderia fazer isso?
 Certas coisas sobre Isabel me incomodavam!
 Mas de certa forma, queria continuar em minha jornada, esperava, ansiava e saciava minhas vontades, resolvi buscar cada um dos homens, comecei pelo primeiro homem, Tiago, fui em busca de sua cidade natal, ainda morava na mesma 
rua, onde era toda ladrilhada, uma casa de cor laranja com pequenos tijolos a mostra, seu pai já havia
falecido, ele parece que sofreu algum tipo de acidente, não peguei muitos detalhes, apenas observei e escutei o que as pessoas falavam, fiquei analisando sua saída de casa.
 Fiquei em frente a um banco que em frente a casa, acendi um cigarro, comecei a tragar lentamente, observava seus movimentos, anotava e programava cada horário de suas entradas e saída.
 As nove horas ameaçava a acordar, era visível isso, ate porque a janela de seu quarto dava de encontro com a rua, e para que ninguém pudesse criar suspeitas, ate então meu visual era de um morador de rua qualquer, fiquei durante dois anos peregrinando, apenas pesquisando, usando minhas economias da época, minha aposentadoria por invalidez devido a coluna.
 O que Isabel havia me feito doía, mas poderia doer mais ainda quando fosse aplicar nela tudo o que me fez, e com certeza, poderia doer mais, e valeria a pena!
 As onze horas da manhã ele acende seu cigarro de maconha, começa a tragar lentamente seu cigarro, puxa com um pressão única, traga como se fosse algo benéfico para ele.
 As onze horas, observo que o carro de Murilo passa na frente da casa, ele não pode me ver, ate porque seu glaucoma e entre outros problemas de visão que carrega não possibilita essas vantagens, mas apenas noto que passa com uma mulher do lado, não lembro do rosto de sua mãe direito, apenas recordo que possuía cabelo curto, era mulher que precisava tirar a
pressão que carregava em seu crânio, bem maluca!
 As duas horas Tiago sai de sua casa, vestindo uma camisa de banda, não consigo reconhecer, mas parece ser do Nirvana a banda, ele deixa seus cabelos longos e ensebados a solta, roça sua barba, arruma sua cueca que deve ter ameaçado a entrar em seu rabo, e começa a andar, passos lentos e largos, os joelhos sempre apontando para frente, e o corpo jogado para trás. 
 As cinco horas começa a ir para a praça, encontra sua trupe, fumando cigarro barato e tomando doses de cerveja, um dos amigos traz uma garrafa de uísque, parecem comemorar algo de inédito entre eles.
 Que vulgar, que tédio!
 Noto que um novo elemento acaba de chegar no recinto, é Alisson, que mantinha amizade com Tiago ainda, poderia matar dois coelhos em apenas uma cajadada?
 Isabel era a resposta, mas ela parecia não ter mais contato com eles, e ambos não me conheciam, apenas Isabel e Murilo.

 Se acabasse encontrando com eles meu plano poderia entrar por água abaixo, mas as vezes me questionava:
"Valeria a pena se vingar?"

 Muitas vezes as respostas eram nulas, mas lembrava de coisas que havia passado, o pranto das descobertas, a perda de alguns parentes que me eram importantes, e quando precisei de Isabel, eu estava só, estava retraído em meu mundo, precisava de um apoio, era tudo para mim, havia entregado meu coração, a alma e sangue para ela, e como prova de amor?
 Não tivemos nada, nem tivemos uma vida, mas fiquei um bom tempo com ela, a amei com sinceridade, para me trocar por duas pessoas que apenas abusarem e humilharam seu coração!
 Malditos garotos, mas eu estava perto deles, queria me aproximar cada vez mais, aproveitei para descobrir algumas informações.

 Aguardei o dia seguinte, era Julho, e parece que sempre se reuniam na mesma praça, por sorte na cidade havia um hotel, usei o cartão de crédito para poder ficar nele, tomei um bom banho, deixei a barba, vesti roupas simples e comecei a frequentar um bar que dava de cara com a praça.
 Entro no bar, peço uma garrafa de cerveja e me sento na mesa fora do bar, acendo meu cigarro, e fico observando, o dono do bar se chamava Oswaldo, ele entrega a garrafa para mim, fico curioso e alimento minha sede perguntando:
-Aqueles jovens sempre se reúnem ali? -Tento não esperar boas respostas.
-Aqueles ali? -Ele coça sua cabeça tentando não derrubar a caneta que fica pendurada em sua orelha esquerda. –São os roqueiros que sempre se reúnem nesse mês ali, os odeio!
-Por qual motivo?
-Sempre estão fumando esses cigarros baratos, usando maconha e entre outras drogas –Ele puxa o catarro na garganta, coça seu nariz e cospe no chão –E ainda ficam pedindo minhas cervejas para por em conta, sendo que a conta em débito não é nem deles, e sim dos próprios pais!
-Interessante!
-Não é amigo deles não é? -Oswaldo começava a me encarar dos pés a cabeça sem questionar nada, mas sua curiosidade parecia maior do que o normal. –Ou será que você deve ser um daqueles caras da cidade grande que veio aqui para relaxar? -Se aproximou de mim. -Nesta cidade isso pode ser considerado loucura!
-Sou um dos caras da cidade grande, curto músicas de rock, mas prefiro algo mais boêmio para ser sincero!
-Então qual é o motivo de se interessar pelos garotos?
-Nada em especial!
-Disfarça que um deles está vindo aqui!
  Observo, e noto que Alisson está vindo ate o bar de Oswaldo, carregando em sua mão esquerda um cigarro, tragava com gosto, exibia seus dentes amarelos, mas parece que um de seus caninos do lado direito já havia caído, me nego a pensar sobre ficar com pena dele.
-Seus Oswaldo! –Disse Alisson. –Me veja uma da marca original!
-Não dou cerveja de graça para moleque! -Respondia Oswaldo ríspido. –Vai fazer outro homem de trouxa!
-Ora meu caro! -Respondia sorrindo. –Hoje trouxe dinheiro!
-Roubou de quem?
-Minha madrasta que me deu!
-Está morando onde agora seu verme?
-Logo atrás da igreja, minha família se mudou para cá!
-Não vai trabalhar não?
-Para que? -Ele sorria. –Tenho tudo que sempre quis!
-Pega está merda e vai embora então!
 Ele agarra a garrafa de cerveja e segue, eu conhecia o caminho da igreja, mas como poderia invadir a casa dele agora?
 Ainda mais agora que sabia onde poderia encontrar ambos, mas como executar minha vingança?

-O garoto! -Disse Oswaldo. –Alguém deveria fazer alguma coisa com esse filho de uma puta!
 Oswaldo me olhava, parecia triste, como se algo também havia acontecido, e tivesse sofrido também, poderia não ser Isabel, mas minha curiosidade falava um pouco mais alto do que de costume.
-O que ele te fez? -Pergunto para alimentar minha curiosidade.
-O que ele fez? -Respondia enquanto começava a transpirar forte por suas têmporas. –Ele foi o assassino de minha filha!
-Assassino? -Fico pasmo. –Não compreendo!
-Ele namorou minha pequena Eliza, era jovem na época, e ele era o de sempre, o mesmo vagabundo galanteador que gostava de jogar charme nas jovens inocentes, ate tirou sua virgindade, e minha filha sofria de amores, brigava comigo para poder bancar suas diversões.
-E o que houve com ela?
-Um dia pegaram meu carro escondido, foram para a colina que fica a dois quilômetros fora da cidade, levaram bebidas, cigarros e nenhuma proteção, um amigo dela foi junto, disse que os dois fizeram sexo no carro. –Ele fica parado por alguns instantes, respira profundamente. –Diziam que poderiam ouvir eles no alto da colina, de tão alto que era o sexo, eram os dois caras ao mesmo tempo, depois resolveram pegar a estrada que seguia para Ribeirão Preto, o carro ficava indo de um lado para o outro, o álcool afeta a mente das pessoas, ate mesmo para sua concentração, ai então, veio a escuridão! –Respira um pouco para segurar suas emoções. –Um caminhão estava vindo, mas os faróis estavam apagados,  estava mais lento que o normal, Alisson desligou os faróis, e como se fosse cena de um filme de ação, bateu no carro, no tempo que pareciam ter percebido que bateria em cheio, ele tentou jogar o veículo para o lado, foi girando várias vezes e chocou com uma pedra, pegou em cheio na porta lateral do carro, e a pancada foi bem no lado do passageiro! –Começava a derramar lágrimas. – E Eliza, morreu em instantes, a polícia o inocentou, e agora circula por ai, e minha querida filha poderia estar hoje formada na faculdade e trabalhando na área administrativa, queria que nunca tivesse o conhecido, e que nunca tivesse largado os estudos por ele, e mais ainda, gostaria que este marginal estivesse morto!
 Fico observando aquele homem, sua vontade insana de matar, o desejo que chegava a ficar de modo obsessivo, e tudo ao qual queria era o mesmo, deveria me vingar, mas tinha uma obsessão.
 Apenas Isabel!
 Me vingar de Isabel e mais nada além disso!

 Foi então que fiquei seguindo os passos de Tiago todos os dias, observando e marcando seus horários, notava que a casa a qual ele morava eu poderia simplesmente entrar por lá, apanhar qualquer faca na gaveta e cravar em seu crânio, mas seria fácil demais!
 Fico pensando no que poderia fazer, tomo planos, tomo atitudes diante de minha

mente, fico planejando a noite toda, preparo tudo, na espreita, acho que posso suportar isso, em minha mente, ficava apenas uma coisa.
“Isabel!”.
 A observo Enquanto conto a história.

 "Isabel!". 
 Digo sorrindo! "
"Gostaria de saber o resto?".
 Me olha com olhares diferentes, como se estivesse com medo de saber o que poderia acontecer com ela naquele instante, mas sigo a história.
 Observei bem a casa de Tiago, 
cheirava a mofo, fico na espreita, separei um porrete, uma fita grossa para segurar ele e um conta-gotas! 
 Parece que ele passou muito bem o dia fora, espero em seu quarto.
 Escuto barulhos na porta de entrada, parece ser Tiago, mas ele não está só, mas quem poderia ser?
 Uma amante?
 Isabel?

 Se fosse ela seria ruim, poderia estragar meus planos, poderia ser o fim!
 Observo pela janela, é o maldito Alisson!
 Estou escondido, observo tudo dentro do buraco da fechadura, vejo que eles chegam bêbados.
 
Alisson começava a apalpar suas nádegas, pareciam bem entrosados, ele disfarça para não mostrar seus desejos, mas apenas observo, deixo quieto!
-Pare de pegar em minha bunda! -Disse Tiago.
-Mas você é tão gostoso! –Respondia Alisson. 
 Estou atrás de uma porta, os dois estão juntos, abraçados, Tiago vira seu rosto e o beija, ambos pareciam ser amantes, fico com pedaço de cano na mão, meu plano deve prosseguir de forma calma e tranquila, sem poder atrapalhar nada. Tiago vai ao banheiro, Alisson acende um cigarro, está sentado no sofá, liga a televisão e fica vendo desenhos animados do Pernalonga e sua turma, começa a gargalhar, traga seu cigarro com força, lança a bituca na tela da televisão e acende outro em seguida.
 Me aproximo lentamente, o piso de madeira da sala não ajuda, o único lugar da casa que possui barulho, caminho em passos largos e silenciosos, e ele continua lá, vendo os desenhos.
 A televisão desliga, meu reflexo bate na televisão, antes mesmo dele conseguir demonstrar alguma reação, vou ao ataque, meu coração começa a bater forte, fico nervoso, minhas mãos começam a transpirar, tenho medo do cano escorregar das minhas mãos!
 Nocauteio bem no esfenoide, ele sente o golpe, seus olhos fecham, e cai para o lado esquerdo do golpe dado!
 Escuto um barulho, fico atrás da parede, oposto da porta do banheiro, Tiago sai, olha Alisson no chão, antes de demonstrar alguma reação, o golpeio na cabeça em cheio!
 Meu coração bate forte, parece tocar a boca, uma adrenalina começava a subir, e começo a ficar tenso!
 Tudo por Isabel!
 Os pego, começo a amarrar com uma fita bem forte.

 Respiro, o que poderia fazer agora?
 Tiago deixei completamente nu, ao lado dele Alisson, ambos estavam de quatro, procuro por algo de formato fálico para introduzir neles, 
precisava de seus espermas. 
 Acho um pepino, pego uma manteiga e introduzo, rapidamente ficavam excitados, começo a movimentar, coloco uma luva e deixo uma vasilha grande de vidro na frente deles, caso cheguem a ejacular, poderei coletar tudo!
 Alisson desperta, analisa a situação, sem pensar duas vezes, pede para ser o primeiro a ejacular, pede com gosto, toco seu órgão e miro bem vasilha, logo chega no clímax!
 Tiro a vasilha, e pego o coletor de gotas marcando seu nome, levo ate a cozinha, deixou no refrigerador para poder manter intacto. 

“Quero mais!”.
 Disse Alisson, e repetia inúmeras vezes, queria prazer, tudo o que poderia, me aproximo
dele, olho bem em seus olhos escuros.
-Não se lembra de mim? -O questiono.
-Não! -Responde sorridente com seus dentes amarelados. –Quem é você?
-Sou o ex de Isabel!
-Você! -Me olha espantado. –Aquele cara lá?
-Exatamente!
-Finalmente nos conhecemos!
-Sim!
-O que te aflige amigo?
-Não sou teu amigo, você fez coisas com Isabel, isso durante nosso namoro!
-Vai fazer o que? -Sorria novamente. –Quer saber dos detalhes?
-Fique a vontade!
-Precisa saber o quanto ela gemia em minha cama! –Fecha os olhos e novamente fica excitado. –O quanto rebolava aquela bunda morena para mim pedindo para entrar nela com força!
 Se Alisson tivesse pensado duas vezes, não fui apenas na cozinha guardar seu esperma, ele sente algo apertando o meio de seu pênis, um quebra-nozes pressionava o membro, e ainda conseguia sentir prazer em meio a dor!
 C
ravo uma faca bem nos dentes, sente a dor, mas os dentes estavam podres, os caninos superiores caem com força, o sangue começa a jorra, e ele começa a tossir forte com o susto e o impacto, sinto respingar em meu rosto.

"Vou te dar o que você quer!".
 Limpo o sangue de meu rosto, abro um sorriso! 
 Volto até a cozinha, ligo a boca do fogão e deixo a lâmina ficar laranja devido ao calor, retorno, coloco um cinto onde deveria ter um pênis de borracha, mas encaixo a faca!
 Como um animal pronto para acasalar, o penetro, ele gritava, sentia o corte rasgar durante toda voracidade!
 O sangue voltava em meu corpo, e seu corpo estremecia por completo, c
ravo a faca em sua nádega direita, e vou cortando como um pedaço de pernil que serve para o jantar de natal, Tiago lentamente acorda, com a boca amordaçada, assiste ao bizarro espetáculo, está
com um pepino em seu anus, sente prazer, tenta contrair para expulsar aquilo, mas fui bem esperto, deixei com uma pequena bateria, onde fica vibrando enquanto está por lá, e para ajudar, um cabo de vassoura bem na ponta, cada vez que tentar contrair, o cabo vai descendo e penetrando cada vez mais forte!
 Vou ate a cara de Alisson, e fico brincando de dentista, começo a rasgar sua gengiva e passando por cada dente dele, retirando e extraindo um a um.
 Alisson ainda sorria, começo a cortar seu rosto, retalho cada vez mais, e vou enfiando a faca por todo seu rosto, o deixo sangrando, e vou verificar Tiago, agora ele estava todo sujo, havia ejaculado coleto seu esperma e logo o guardo!
 Retorno sorrindo cautelosamente, levanto o rosto de Tiago, dou uns tapas em seu rosto, e recuo brevemente para pegar o açoite daquele momento, o cano tornava o instrumento perfeito para o momento, 
e como se fosse um martelo para bater em carne, começo a espancar seus corpos, torno suas carnes pedaço de massa, batendo com força!
 Agora, faltava Murilo, soube que ele tocaria em um bar próximo da casa de Tiago, não planejei muitas coisas, mas precisava dele, precisava golpeá-lo de alguma maneira, para ficar inconsciente e só coletar seu esperma.
 Mando uma mensagem no celular de Isabel, minto, digo que sinto saudades, apesar dos anos terem nos afastado, ainda a amava!

 Em cinco minutos recebo uma mensagem de resposta.
“Também ando pensando você, gostaria de te reencontrar, estou na minha antiga cidade, se um dia puder vir!”.
 Perfeito, poderei ter Isabel em minhas mãos, mas precisava acabar com Murilo.
 Vou ate o local, é uma especie de clube de rock, ele está lá tocando, o repertório é completamente nacional, algumas músicas de bandas que marcaram histórias aqui no Brasil, mas nada a declarar, um cara estranho está do meu lado, está tomando um copo de água, sem pensar duas vezes me olha dos pés para a cabeça, claro que o reparei também, aquele cabelo enrolado, o corpo esguio e magrelo, e a pele pálida como se fosse um morto.
-Não gosto dessa banda! -E repetia mais palavras. – Essa banda, o baixista era meu amigo, mas me desapontou!
 Quem dera este maluco soubesse que ele também me desapontou.
 A banda faz uma pausa, vou atrás do baixista, ele entra no banheiro.
 Me aproximo como um leão por sua presa, fico na espreita, observo por todos os lados se alguém estava nos perseguindo, pelo visto nada, pelo visto estamos a sós!
 Apesar de ser um clube, o banheiro estava vazio!
 Ele chega ao mictório, está bem flatulento, me aproximo lentamente, golpeio ele com força, quando começa a cair, algo me chama a atenção, passos rápidos começam a surgir, seguro o corpo, tento esconder o cano, mas está bem visível, o estranho cara aparece de novo, ele sorri e apenas fala.
-Se for tomar alguma atitude me passe o cano! –Me olha segurando o corpo do abatido. –Eu não gostava dele, me humilhou várias vezes, criou uma fama que não era verdade, e ainda negava meus sentimentos por ele, seja quem você for, talvez seja melhor que ele nunca existir!
 O cara se aproxima, retira a barra de cano de minha mão, toca meu ombro e fala:
-Melhor você ir!
 Ele retira um revolver do bolso, e antes que eu pudesse ficar nervoso ele apenas fala.
“Vá embora!”.
 Enquanto vou embora, fico lembrando de sua feição, e o observo bem antes de nunca mais o ver.
 Carrego Murilo para um quarto, enfiei um dedo de uma borracha em sua próstata, ate que ele possa ejacular, enquanto recebia todo o prazer me veio em todos os momentos de nossa amizade, o que desperdiçava, ele me humilhava, ficou durante um bom tempo se gabando que namorava, Isabel! 
 E como prova de meu mais sincero agradecimento pelo meu plano de vingança, peguei um machado cego e o cortei lentamente com várias pancadas na cabeça, apenas por me dar mais trabalho, e mesmo que estivesse inconsciente, sentia ainda de forma lenta e dolorosa tudo, ate que finalmente cortar sua jugular, foi um banho de sangue gostoso.
 Olho para Isabel, a observando.
"Não gostou dos filhos que te dei amor?".
 Logo voltamos a nos ver, e nós acabamos se beijando.
 Aos poucos fiz dela minha, tudo que poderia ser para mim, a fiz engravidar de cada um dos finados e queridos, quando me visitava, colocava remédios fortes para que pudesse dormir, no meio tempo, aproveitava e tirava uma casquinha, claro que com proteção, e quando ela estava em minha cama completamente nua, colocava um dos espermas, ano a ano, dentro de sua vagina.
 Por várias vezes ela chorava ao descobrir o ocorrido, tentando me explicar que não havia me traído, que era impossível, afinal nossas relações sempre eram com proteção, e eu a consolava dizendo:

“Tudo bem!”.
 De certa forma eu assumia as crianças, sempre a consolava dizendo que tudo bem, quando nasciam, as observava, nunca tiveram o meu rosto, era sempre dos três.
 E cresceram, e esperei pacientemente para que cada uma delas tivesse chegado a uma idade certa! 
A primeira, era do esperma de Tiago, o levei para passear comigo perto de uma cachoeira, tinha apenas cinco anos, ainda tinha o mesmo gene que o pai, a mesma expressão de vagabundo.
 Enquanto isso, observava o celular, nenhum sinal, nada pegava por lá, era perfeito, convido o pequeno Mike para dar um mergulho, ele fica contente, e caminha comigo ate o pequeno riacho, vou bem atrás dele, observo suas costas magras, seu corpo esguio que lembrava o pai, e a raiva continuava a me consumir, lembrava que já havia beijado a boca de Isabel, mas ela deveria ter sido minha, sempre minha!
 Foi então que tomei uma atitude, estiquei minha mão em suas costas, ele escorrega em uma pedra, sua cabeça bate em outra e cai dentro da água, pulo logo dentro do riacho, agarro seu pescoço fino e sensível. 
 E afundo no riacho!
 Espero ele parar de se debater, espero pacientemente por cada momento!
 Morto!
 O segundo e o terceiro resolvi tomar uma atitude mais drástica!
 Coloquei veneno de rato para o segundo filho 
comer no almoço, Isabel estava viajando, sua mãe havia falecido, mas era o de menos, fiquei cuidando das crianças, o garoto se chamava Alonso, era a cara de Alisson, tinha apenas quatro anos de idade, o veneno de rato teve efeito bem forte, foi mais fácil.
 O terceiro, nasceu com os mesmos defeitos de Murilo, a visão problemática, e seu nome era Manoel!
 Ele estava brincando na sala, já havia pego seu irmão e deixado na cozinha, agarrei uma corda de pular que o menino tinha e amarrei seus braços, o joguei no chão, e deixei lá, ele não conseguia falar direito, mal sabia falar sua primeira palavra, me aproximo dele, está deitado, com a sola de meu pé em seu pescoço chego suavemente, antes que eu pudesse apertar de uma vez, finalmente solta sua primeira e única palavra.
“Papai?”.
 Os três meninos eu colocava em sacos pretos, levava para o porão e deixava no congelador, aos poucos fatiava seus corpos, e deixava em vidros de formol.
 Após alguns dias, Isabel voltava para casa, ela chorava tentando entender o luto!
 Ela procura pelas crianças, procura entender onde todos estão e porque a casa estava de certa forma vazia e solitária.  
 Um cheiro estranho começava a surgir do porão, em dez anos de nova relação, nunca havia sentido algo assim ela começa a descer as escadas.
 Estava muito escuro, e cheirava a carne podre, quando acendeu a luz, ela viu seus filhos sem as cabeças e cada uma delas enfiadas em estacas, e os corpos costurados e jogados no chão como uma boneca velha, quando se vira para ver os horrores, com uma pá acerto sua cabeça!
 Quando acorda lentamente, e me vê em sua frente.
 "Olá meu amor, você ficou se perguntando todos os anos, por que engravidava?"
 Acabo sorrindo!
 "Pois então, eu pegava os espermas que coletei de seus antigos amores, lembra de Murilo, Alisson e Tiago? Fui atrás deles, os matei por nós dois, para que pudéssemos ficar juntos, mas jamais poderia aceitar que me traiu com cada um deles, então eu enfiava em sua xota os coletores e inseria os espermas, enquanto você ficava em sono pesado, a cada dia que acordava grávida em três anos, acordava desesperada e sem entender, ainda mantinha seu emprego, trabalhava dia após dia, e te vigiei sempre, mas me traiu várias vezes, porém, minha coleção é bela não é? Eu te amei, mesmo depois de tudo que me fez!".

 Ela chora e tenta pedir desculpas, mas está com a boca amarrada, apesar de toda a traição que cometeu, foi algo que passou, e o tempo de perdoar era agora!
 Pego minha navalha e corto primeiro seu tendão de Aquiles, passo a lamina suavemente sobre seus pés, cortava suas pernas, e com um pano deixado em um balde a olho sorrindo!


"Tem um pouco de remédio para os cortes!".
 Digo sorrindo!
"Apesar de ser de uma navalha, me deixa passar em você!". 
 Passo o pano em suas pernas, e ela agoniza com mais dores!

"O que foi?".
 Questiono!
"Álcool sempre ajudou meu amor!".
Pego um facão de açougueiro!
 "Eu te amo Isabel!".

 Mais um dia em minha casa solitária, o vento toca a Janela, e só tenho um pensamento.
“Isabel!”.
Desço ate a cozinha preparo meu jantar, sento a mesa, pego um pouco de vinho, Isabel está na mesa, costurada, com os olhos sem pálpebras, faço um brinde a ela!
“Minha doce Isabel!”.
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